sábado, 2 de julho de 2016

TECNOLOGIA FARMACÊUTICA HOSPITALAR - OPERAÇÕES FARMACÊUTICAS

TECNOLOGIA FARMACÊUTICA HOSPITALAR
OPERAÇÕES FARMACÊUTICAS


1 -DEFINIÇÃO:

São os meios empregados para se obter a forma que a substância deve ser usada.

2 - CLASSIFICAÇÃO

v  Mecânicas
v  Física
v  Química

2.1- OPERAÇÕES FARMACÊUTICAS MECÂNICAS

Definição: São aqueles que mudam o estado da droga sem modificar o estado físico e a constituição.

2.1.1 - CONTUSÃO:

Consiste em colocar a substância em um almofariz e bater o pistilo verticalmente sobre a mesma, para quebrar

2.1.2 - TRITURAÇÃO:

Consiste em colocar a substância em um almofariz e com movimentos giratórios triturar a mesma. Normalmente esse processo é feito com as substancias depois de contundidas.

2.1.3-  PULVERIZAÇÃO:

Consiste em reduzir esta substância a um pó fino e tenue para isso usa-e o almofariz o gral e o moinho de acordo com a substância.

2.1.3;1 - OUTROS MÉTODOS DE PULVERIZAÇÃO:

A - SUBLIMAÇÃO.

O enxofre, o calomelano e o Iodo são obtidos por sublimação.

B - HIDRATAÇÃO

O óxido de cálcio (cal) umedecido na água resulta em um po fino (hidratação).

C - DESIDRATAÇÃO

O sulfato de cobre secado na estufa produz um pó fino (desidratação)

D - EFLORECÊNCIA

O sulfato de cobre ao ar livre produz um pó fino (eflorecência).

E- RASURAÇÃO:

Processo usado para reduzir a pó certas substancias vegetais resistentes; é obtido com uma lima grossa (groza).

F - TAMIZAÇÃO:

É o processo em que fazemos passar um determinado pó pro um tamiz (peneira) para promover uma iniformidade dos grãos.

2.1.4 - DECANTAÇÃO:

É o processo utilizado para separar um liquido de um pó,ou um liquido de um liquido onde inclinamos o recipiente lentamente para escorrer um liquido ficando no recipiente o pó ou o liquido.

2.1.5 - EXPRESSÃO:

Destina-se a separar sólidos ou pastas de líquidos (oleos de sementes, sucos da polpa de frutas) utiliza-se um pano ou uma premsa. É o processo de espremer para extrair. líquidos (Óleos de sementes, sucos da polpa de frutas) utiliza para tanto:

2.1.6 - FILTRAÇÃO

Fig. 1 - Montagem para realização de uma filtração comum


A Filtração ou filtragem é um método utilizado para separar sólido de líquido ou fluido que está suspenso, pela passagem do líquido ou fluido através de um meio permeável capaz de reter as partículas sólidas.

O “equipamento” mais utilizado é o filtro de papel, usado para filtrar o café (um exemplo bastante prático do uso da filtração). Ele funciona como uma peneira microscópica, somente o líquido passa pelos seus minúsculos orifícios, acumulando a fase sólida dentro do filtro.

O nome dado à substância que passou pelo filtro é “filtrado”. O filtro é feito de fibras interlaçadas, formando uma peneira microscópica.

Num aspirador de pó, o filtro é utilizado para separar as partículas sólidas (poeira) do ar.
Existem filtrações de escala laboratorial e filtrações de escala industrial.

Numa filtração qualitativa, é usado o papel de filtro qualitativo, mas, dependendo do caso, o meio poroso poderá ser uma camada de algodão, tecido, polpa de fibras quaisquer, que não contaminem os materiais.

Para as filtrações quantitativas, usa-se geralmente papel filtro quantitativo, ou placas de vidro sinterizada ou de porcelana sinterizada.

Em qualquer dos casos indicados há uma grande gama de porosidades e esta deverá ser selecionada dependendo da aplicação em questão.

 A - TIPOS DE FILTRAÇÃO
Existem basicamente 5 tipos de filtração utilizadas em laboratório, que são:
São onde os elementos fundamentais são: papel filtro qualitativo e funil comum (Exemplificada a montagem na figura apresentada em cima).

1. FILTRAÇÃO ANALÍTICA

Este tipo de filtração é utilizada na análise quantitativa. O funil é o funil analítico, munido de um tubo de saída longo, que, cheio de líquido "sifona", acelerando a operação de filtração. 

Os papéis filtro para fins quantitativos diferem dos qualitativos, principalmente por serem quase livres de cinzas (na calcinação), visto que, durante a preparação, são lavados com ácido clorídrico e fluorídrico, que dissolvem as substâncias minerais da pasta de celulose. 

O teor de cinza de um papel filtro quantitativo de 11 cm de diâmetro é menor que 0,0001 g. 

Eles existem no mercado na forma de discos com vários diâmetros e porosidades.

Fig. 2 - Montagem para realização de filtração a vácuo


2. FILTRAÇÃO COM FUNIL DE BUCHNER OU CADINHO DE GOOCH

São as típicas filtrações a vácuo, pois são realizadas com a aplicação de vácuo para permitir, seja por motivo de tempo, seja por viscosidade do líquido a ser filtrado, necessitar-se de um diferencial de pressão (a própria pressão atmosférica atua como força) atuando sobre o líquido no filtro. 
É efetuada com sucção com auxílio de uma trompa de vácuo e Kitassato. No fundo do funil, sobre a placa plana perfurada é adaptado o disco de papel filtro molhado, aderido devido à sucção (ver figura 2).
3. - FILTRAÇÃO A VÁCUO
Substituindo-se o funil de Buchner por um cadinho de porcelana com fundo perfurado temos a filtração com cadinho de Gooch. 
É portanto, efetuada com sucção e o meio filtrante é polpa de papel de filtro quantitativo ou amianto. Para a confecção do meio filtrante de amianto ou polpa de papel filtro, deve-se colocar o cadinho na alonga e adicionar com muito cuidado o amianto misturado com água (ou polpa de papel filtro com água). O meio filtrante não deve ser muito espesso.

4. FILTRAÇÃO EM CADINHOS COM PLACAS POROSAS DE VIDRO OU PORCELANA

Neste caso, o cadinho já possui o meio filtrante fundido ao corpo do cadinho. Sofrem via de regia, ataque das soluções alcalinas. Por isso são utilizados em aplicações diversas, evitando-se apenas soluções francamente alcalinas.

5. FILTRAÇÃO A QUENTE

Quando a solubilidade permitir, a filtragem a quente é preferível, por reduzir a viscosidade do líquido.
Nas filtrações a quente, evita-se o contacto do papel de filtro com as paredes do funil que arrefecem o conjunto filtrante. Por isso, depois de feito o cone do papel, as suas paredes são dobradas em pregas e aquece-se previamente o conjunto com água quente. 
Há também filtros com camisa de vapor e neste caso o papel de filtro é adaptado como nos casos comuns.
2. 2 - OPERAÇÕES FARMACÊUTICAS FÍSICAS

A - DEFINIÇÃO:

São aqueles que modificam de modo permanente ou transitório o estado físico sem alterar a estrutura química.

B - ATRAVÉS DE UMA SOLUÇÃO:

Define-se solução ou soluto como sendo a união de um líquido com um corpo sólido, líquido ou gasoso de modo a formar um líquido homogêneo.

CONSIDERAÇÕES:

v  líquido que se faz a dissolução chama-se disovente ou solvente;
v  Quando um sólido se dissolve em um líquido há sempre variação de temperatura. Os sólidos absorvem calor ao se dissolverem .
v  Definimos a solução ou soluto como sendo a união de um líquido com um corpo sólido, líquido ou gasoso de modo a formar um líquido homogêneo.
v  Concentração de uma solução é a relação entre a quantidade dissolvida e a quantidade de solvente (%).
v  Solução Saturada: Quando um liquido ou solução dissolve o máximo de um corpo sólido.
v  Coeficiente de solubilidade: É a quantidade do corpo dissolvido em 100g do solvente, quando a solução está saturada (a uma determinada temperatura).

C - ATRAVÉS DE UMA FUSÃO :

É a passagem do estado sólido para o liquido, sob a influência do calor.

PONTO DE FUSÃO :

É a temperatura em que o ocorre a passagem do estado sólido para o liquido. Ativo Ponto de Fusão Acido Acetil Salicílico (AAS) 143°C Acetato de prednisona 222ºC a 226ºC Aciclovir 230o C Alprazolam 228 a 288,5° C Hidrocortisona 215º C Mazindol 198º a 199º C Testosterona 153ºC a 157ºC Tretinoína 182º C Valerato de betametasona 192ºC

D - ATRAVÉS DE UMA EBULIÇÃO:

É a passagem do estado liquido para o estado gasoso.

PONTO DE EBULIÇÃO:

É a temperatura em que um liquido passa do estado liquido para o estado gasoso, a uma dada pressão. Ativo Ponto de Ebulição Água 100°C Álcool 78ºC Benzina 80o C Clorofórmio 61° C Éter 34,5º C

Usamos a DESSECAÇÃO: É a retirada da água dos corpos. Usamos: Estufa (sólidos) Dessecador (sólidos) temperatura em que um liquido Ebulição: (líquidos)

E - ATRAVES DA REFRIGERAÇÃO:

É o metodo de fazer baixar a temperatura artificialmente. É usada para a conservação de substâncias termosensíveis.

2.3 - OPERAÇÕES FARMACÊUTICAS QUÍMICAS
São aquelas que alteram profundamente a droga em sua constituição íntima modificam assim a sua ação terapêutica. Ex: Saponificação Fermentação
SAPONIFICAÇÃO 
É o processo de fabricação de sabão. Consiste na hidrólise básica de lípideos, mais precisamente triglicerídeos (óleos vegetais ou gorduras) mediante a adição de uma base forte e facilitado com aquecimento.
Cada molécula de triglicerídeo se quebra em uma molécula de glicerina e em seus três ácidos graxos correspondentes.
O sabão resultante é um sal de ácido carboxílico e por possuir uma longa cadeia carbônica em sua estrutura molecular, é capaz de se solubilizar tanto em meios polares quanto em meios apolares.
Além disso, o sabão é um tensoativo, reduz a tensão superficial da água fazendo com que ela "molhe melhor" as superfícies. A reação básica de saponificação pode ser representada pela seguinte equação:
Éster de ácido graxo + Base forte → Álcool + Sal de ácido graxo (sabão)

FERMENTAÇÃO

Vem a ser um processo utilizado pelas bactérias para obter energia, não utiliza oxigênio e decorre no citoplasma das células, sendo que cada etapa é catalisada com a ajuda de diferentes enzimas.

Algumas indústrias se utilizam desse processo na produção de alguns produtos, conhecidos de todos nós, como por exemplo:

·         1. iogurte é produzido pela famosa fermentação lática, onde as bactérias, denominadas de lactobacilos, produzem ácido lático;
·         2. pão e cerveja são produzidos pela fermentação alcóolica, onde a fermentação é realizada porfungos (anaeróbicos facultativos), que produzem no final álcool;
·         3. vinagre à produzido pela fermentação acética, que consiste numa reação química, onde ocorre a oxidação parcial do álcool etílico, obtendo o ácido acético. As bactérias que realizam esse processo são as acetobactérias; etc.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA

1. ALLEN JR,L.V; POPOVICH, N.G.;ANSEL,H.C. Formas Farmacêuticas e Sistemas de Liberação de Fármacos. 8 ed. Porto Alegre, Artmed, 2007.

2. FERREIRA, A.O. Guia Prático da Farmácia Magistral. 3. ed. São Paulo: PharmaBooks, 2008. v.1 e v.2

3. AULTON, M.E. Delineamento de Formas Farmacêuticas. Trad. De George Gonzalez Ortega et. all. 2ª. Ed., Porto Alegre, Artmed, 2005.

4. VILLANOVA, J.C.O.; SA, V.R. Excipientes: guia prático para padronização.1 ed. Editora Pharmabooks. 2009

5. BATISTUZZO, JOSE ANTONIO. Formulário médico-farmacêutico . Ed. 3. Editora Tecnopress. 2006 VILELA, M. A. P; AMARAL,M. P; H Controle de qualidade na farmácia de manipulação. Editora Omega, 2009

6. ANSEL. H.C., PRINCE,S.J.. Manual de cálculos farmacêuticos. Editora Artmed. 2005 4. ERIC S. GIL. Controle físico-quimico de qualidade de medicamentos, 3° ed Ed. Pharmabooks. 2010


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